domingo, 25 de abril de 2010

Não vendo-me


Ainda totalmente desatento sobre quem estava a sua frente, pôs-se a contar vantagens sobre como seria sua rica aposentadoria.
Seguro de que suas posses estão muito além das minhas, porém, no sentido inverso, dono de uma insegurança muitíssimo superior. Tão forte quanto qualquer “coitadinho de mim” que não se preze; não deixou-me, como tantos outros, com a última palavra, sabedor que é dos estilhaços que cedo ou tarde atingem todos aqueles que apenas se dizem possuidores de uma personalidade firme, quando diante do desconhecido, independentemente, é claro, de saberem ou não o que isso significa.
Então mais uma vez como não poderia deixar de ser; acertadamente fingiu pressa, uma que nunca tem realmente... Seria atingido mesmo que eu não falasse. “Auto atingiu-se” por si só.
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Analisei comigo e calado.
Adepto a tese de que é fácil ganhar dinheiro...: é só submeter-se.
Penso que não gostamos de nos submeter a nada porque vivemos nos submetendo àqueles que desgraçadamente nos mantém monetariamente sobrevivendo. Nas outras vezes preferimos demonstrar uma “marrentisse” covarde.
Cheguei então a uma conclusão muito; muito particular, pensando mais uma vez com os meus botões, afinal não estava próximo, fisicamente, da Sempre Minha Bem Amada...
...para algumas pessoas é ainda pior. Afinal chegam a um determinado ponto, onde não basta submeter-se a superiores que estudaram para lá estar; é preciso se conformar com ordens insanas de verdadeiros trogloditas que ainda sabem, que a única forma de estarem onde estão é fazer exatamente o que fizeram: submeterem-se a chefes medíocres por mais de três décadas até que sejam promovidos apenas porque os outros, - com certeza muito mais merecedores - por motivos diversos já não estão mais ali.
Triste não é submeter-se, triste é submeter-se a estes tipos.
“Durante a cachimbada do domingo, aquela que me faz suportar as do meio de semana”
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