terça-feira, 27 de julho de 2010

Da Pré ocupação


Nosso cérebro não passa de um supercomputador particular, manuseado por mãos inábeis. Enquanto não conseguirmos dominar seu uso, continuaremos procurando em vão onde estão localizados os arquivos realmente necessários em meio a infindáveis pastas contaminadas ou que há muito já deveriam ter sido deletadas para a lixeira.


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Sofro deste mal de uma forma bastante peculiar e por isso entendo-a diferentemente.

A seguir uma pequena fração deste martírio.

Falo de uma situação que para algumas pessoas é corriqueira, onde quase sempre acabam se enterrando; e está relacionada ao fato do: estar sempre a analisar tudo com muito critério. E mais, geralmente, e infelizmente, observando apenas o lado perverso do humano, quando imagina sempre que a maldade que observou do próximo (em determinada questão assentada) não necessariamente contra ele próprio, classifica este opositor no escaninho dos oportunistas eternos.

Assim, mesmo que não passe de mais um engenho fértil ou doentio; não se convencem que ela possa - porque na maioria das vezes as imaginam verdadeiras; ou passível de conclusão – ter realmente nascido, se formado, apenas em suas próprias mentes, e que então, aquele malfeitor da vez, conseqüentemente irá usar isto, naturalmente; contra ele que pensou todo este imbróglio.

No mais das vezes nada acontece, mas, por outro lado, o fato de ter buscado se defender, cercando-se de ataques imaginários, criado inúmeras situações; precavendo-se do desastre, mesmo que ele não tenha se consumado; a energia despendida, foi enorme, quase como se tivesse ocorrido. Isso quando o outro não se encaixa no acima descrito “humano perverso”, e se utiliza, “pescando” na preocupação deste; instrumentos que jamais haveria de imaginar, ou seja: de forma gratuita, pode então, mais uma vez o espertalhão beneficiar-se, se fazendo mais forte ao encontrar as ferramentas adequadas para aproveitar-se da situação.

Tenho assim comigo, reafirmando, que em alguns casos isto ainda não havia passado na mente do ainda desatento oportunista, porém, devido à insistência no assunto por parte do preocupado; o excesso de zelo; ou devido algumas questões, de alguma forma indiscreta, levantadas, acabam que, quando aquele pensa, mesmo que pouco, percebe a manobra, e finda por atingir exatamente onde previu todo o tempo o pobre cuidadoso descuidado, e, embora saia “lesado” exatamente no ponto onde havia pensado, nem imagina que o autor principal desta perda, ou que a dificuldade em si, foi causada exatamente por nosso raro, mas presente contumaz.

É aí então que temos o paradoxo maravilhoso, onde o cercar-se demais; a preocupação exagerada acaba escancarando uma porta para a entrada do sem vergonha.

Em suma, este é um caso muito interessante onde a vítima sofre algum tipo de perda aplicada pelo oponente, sem que este a tenha arquitetado, este, apenas foi despertado para ela devido à forma insistente de defesa de alguém que naquele momento estava tentando se defender de ataques imaginados.
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