sábado, 24 de dezembro de 2016

Amor e Oração



O verdadeiro altruísta humanitário, aquele que assumiu a igualdade entre os homens e que por isso se entrega as orações como ação não apenas da pia e verdadeira demonstração dessa vontade, mas também, como amalgama de seu Amor Universal; com certeza é menos feliz que todos os demais que não correspondem as suas ânsias.





O ser humano quando ora verdadeiramente é obrigado a reavivar as necessidades de toda a coletividade social, incluindo não apenas seus irmãos em raça, cor, gênero, mas observando toda a espécie viva dos reinos, mineral, vegetal e animal que fazem parte do macrocosmos que este entende único e naturalmente conectado.

Ao que ora é mais fácil interpretar todo este intrincado sistema existencial planetário, e no entanto, justamente por isso, não é possível que esta pessoa, por mais desprendida e que entenda estar observando de forma diferenciada as necessidades humanas. Fato que o classifica como um ser nato e honrado e que automaticamente o torna diferenciado de todos os demais: credenciado por ações que particularmente deveria enchê-lo de orgulho. Ocorre exatamente o contrário; o entristece.





Como é possível elevar o pensamento em oração buscando melhorar a energia do planeta e permanecer conformado, quando para isso todo o homem dado à súplica é conduzido automaticamente por caminhos que o levam a esbarrar nas obrigatórias ou forçadas necessidades humanas?



Para o homem de oração, não é possível viver, ao menos aqui, qualquer nuance de felicidade plena. 













036.M cqe