sábado, 18 de julho de 2020

Distinções; Força ou força.


Busque aprender como reconhecer os mais fortes




Aprenda verdadeiramente como reconhecer e então, acerque-se de pessoas fortes. Diariamente, pratique o exercício de arriscar-se em meio às pessoas responsáveis.




Instintivamente, o fraco procura o forte para algum tipo de proteção. Precavenha-se quanto aos tipos mais comuns: os pseudos fortes; estes preferem os fracos ao redor, daí, somente em seus redutos continuarão parecendo superiores.





Ocupe-se a não disposição gratuita, observando que um amontoado de pessoas em torno de um grupo organizado pode esconder uma armadilha cujo descuido de muitos alimenta o que parece ser a força de poucos.





Esforce-se caso pertenças àqueles fracos aliados a estes últimos ou que ainda não despertaram para suas inegáveis condições seguindo impossibilitados de praticar o exercício aqui enunciado.

 


091.s cqe




Introspecção!?! Bah!


Nem obrigados, muito menos entendendo a oportunidade gratuita do momento conseguimos otimizá-la a nosso favor.

Grandes escolas dedicaram centenas de anos para chamar o homem à introspecção.



Temos agora, frente ao grande risco sanitário, ao menos alguns de nós, a oportunidade única de persegui-la; e o que fazemos? Ao que nossa insanidade nos apresenta? Ao empacar. Um empacar nada autêntico – nosso; especial; importante -; dinâmico submetido; quando visto ao longe engana olhos desacostumados ao assistir-nos lutando como se parecêssemos animais detentores de alguma vontade nobre, a sair do isolamento.

Nada. Trata-se de mais uma revolta dos ignorantes. Sem a mínima observação do que estão a fazer, desembestam a roldão a comprar teorias rasteiras, assumindo àquelas a casar com suas opiniões tacanhas.

Por que preferimos arriscar nossas vidas retornando constantemente às tolices do cotidiano a nos recolhermos até o ponto de acessarmos nosso Eu Verdadeiro, acordar o Guia que reside dentro de nós ao invés de continuar nos guiando por todos aqueles que, como nós, estão também desnorteados.

090.s cqe





sábado, 11 de julho de 2020

Extensão da pena


Seríamos apenas uma extensão da pena, nós, que a ela nos dedicamos?




O que pensamos e apontamos é de exclusividade nossa ou a cada dia mais, agrega históricos outros, vontades outras e tão somente lapsos de individualidade?

Seria algo como uma Consciência Coletiva, resultante da miscelânea de existências atemporais, a maior credora do meu apontar?



Até onde me aproprio do que convenciona-se aqui, ser do autor, sem o menor discernimento dos limites do meu pensar?

E se tudo me é ditado sendo eu somente mais uma ferramenta; uma extensão da pena?


Quem sabe não sou mais um mediador intuitivo, alguém que ao contrário do agente especial limitado fisicamente, detém uma conexão, um lapso em alguma volta espiral qualquer do DNA ou uma sinapse atrofiada bypassada, que, ao contrário de fazer sofrer quem observa, faz sofrer alguns daqueles a captar minhas patologias intrincadas entre aforismos?


Se independe das esferas seu alinhar e o sol estar onde está para condicionar a vida, que posso eu pendurado na ponta da teia sobre a natureza?


Quanto me jacto em oras e vivas terceiros quando em algum tempo gozam em jatos outros, sobre o que ignoro?



Terei vergonha então Lá?



Como readquirirei o pudor que enrubesce - o único voucher a permitir a circulação sã -, para baixar a cabeça frente aqueles que pertencem a Hermes e Mercúrio?


089.s cqe




Cuidado; palavras
















Nós, que adotamos como hobby a brincadeira do exercício com as palavras precisamos prestar atenção em algumas delas antes de aponta-las; para exemplificar temos o Amor; Deus; Jesus; Religião; entre as mais importantes.





O viés, o contexto, o pretexto, as mensagens subliminares, o estilo, as intenções e ao final, tão tosco quanto possível: uma insinuação ao livre exercício; quanto peso carrega às costas o exercitante quando não consegue se enclausurar em sua causa própria? E caso venha acessá-la; como discernir o que aí é genuíno da carga? Daí, até onde o estilo foi forjado and so on?

Abandonado a própria sorte ou regrado as vaidades e orgulhos comuns ao caminho do pensar; aos amores e paixões; as lutas inglórias entre vontades e necessidades mescladas entre próprias ou externas; insuperáveis infernos pessoais; seu inegável histórico, amado ou não, temperado ou não, assumido ou não.



Quem poderá apontar, um sequer, a ponderar uma frase, um aforismo, um texto observando não o querer próprio, mas deste infeliz em meio ao turbilhão agora minimamente deslindado!?!




Como; se o que observa não passa de outro pobre diabo – independentemente de seus porquês e formação!?! Como lutar contra ou a favor?



Algum qualquer destituído de narcisismos, ou sem resquício algum de pedantismo – impossível - que possa demonstrar como desistir? Como permanecer impassível? Como lembrar de tudo na hora?




A escolha das palavras, seus pesos e significados sempre abrangendo determinado universo peculiar, próprio, singular e honestamente único, a carregar toda a carga histórica de pesquisas, conhecimento e intenções àquela situação particular.



Sempre quando determinadas palavras que somente a primeira vista pertencem às elementares figuram no apontamento, alguns autores precisam entender que pesadas portas são cerradas após serem pronunciadas, algumas mesmo, escancaradas, porém as aberturas dificilmente concatenam com sua simbologia comum ou sentidos e significado originais de cada uma delas...


E o que defenderá o autor em situação acuada - Análises se dão a esmo?

Ele próprio.





Não há que esperar no outro. Após rigorosos e infindáveis invernos, a dureza fria das verdades enfrentadas será o salvo conduto do ser pronto a dar as costas a todo e qualquer criticar que dissocie o escopo construído do amalgama que o forjou.





088.s cqe

Saltos, solavancos, objeções e tropeços


Sem posses e dado a harmonia do bem viver é aconselhável antes descobrir o que ou como é o pensar terceiro, inevitavelmente obrigados a minha volta.






Com certeza terei menos problemas, afinal, invariavelmente ou em grande proporção, encontramos pessoas que não pensam como nós, e isto é motivo de muitas
discussões, muitos dissabores, dado a necessidade de socialização e, afinal, se buscamos esta prática é inevitável observar que o processo se dá em torno de universos sociais totalmente diversos visto que desta diversidade coexistimos com pessoas de todas as classes sociais, etnias, crenças e costumes.


Ao buscar pensar como ou o que o outro pensa e relevar minha vontade até um ponto possível ou quando meu resignar não avança sobre princípios e valores basilares, vou ter uma vida mais tranquila, mais serena, sem tantas objeções.

Homenagem a Schopenhauer







087.s cqe


sábado, 4 de julho de 2020

Inteiro – entre o caro e o gratuito

Inteireza de propósito – Nossa evolução pessoal se dá com maior regularidade quanto mais íntegros nos mantemos à introspecção durante as centenas de milhares de distrações que obrigatoriamente desviam nossa atenção para o que é grátis no externo.




086.s cqe


Exemplo a ser seguido!?!



Idade avançada não é sinônimo de exemplo a ser seguido. As lições do tempo inexoravelmente fazem a sua parte, cabe ao que assiste discernir se o comportamento do homem adulto é mecânico, ou seja, automático ou razoável, isto é, comandado. Temos a infância, a adolescência e a juventude para observar as práticas indecentes dos adultos; muitos deles, parvos também em escondê-las. Exercitar a não repetição do modelo prova que a máxima: o exemplo arrasta; nem sempre deve ser aplicada. Para livrar-se do legado pernicioso, observar o passado é o suficiente, não precisamos de enciclopédia alguma para adquirir maturidade.

A senilidade não é uma deficiência que ataca apenas o velho; muitas pessoas a apresentam em idades alegadas ao homem adulto, afinal na sua maioria estes senhores já não se lembram de o que consideravam ridículo em seus pais quando eram ainda jovens e sabiam que eles não eram um modelo a ser seguido.

Existe sempre o subterfúgio de escorar-se no instinto, porém já possuímos alguns poucos modelos de homens que demonstraram que a maturidade honesta consegue superar a animalidade descerebrada.


*



Um modelo para algum esclarecimento - Se há algo que todos deveriam entender como insuportável; é adulto pagando de jovem ou não sabendo se portar como tal; o comportamento horrendo do adulto que se presta ao ridículo é ainda pior que o adolescente se entendendo superior a tudo.

085.s cqe


Você leu a Bíblia?




(...)


Muito tarde entendi; - ou seria muito mais tarde? – que existe um tempo para ir à missa, frequentar os templos e então há de vir outro em que assimiladas as passagens por anos observadas, elas precisam ser, particularmente contextualizadas. Há a necessidade de analisar o conjunto em conjunto com uma realidade pessoal e, dando um passo para fora deste vórtice envolvente do catolicismo – ou qualquer outro da mesma ordem – que invariavelmente coíbe o afastar-se, o auto-pensar, usa-lo com discernimento e razão – em um processo ousado de enfrentamento do Golias -, entendendo que ao aproveitar o néctar do que foi ensinado e salvá-lo juntamente com o Sagrado que resiste camuflado entre as barras de uma pompa artificiosa, ainda que desfigurado por conta de propostas que precisam ser entendidas como válidas tão somente a corporação material católica e daí, finalmente escolher o que foi apreendido com os ensinamentos das Escrituras muito aquém dos púlpitos aonde as folhas contaminadas são anunciadas como; ou por conta do pensar coletivo, quando finalmente entender a impossibilidade de um analisar puro envolvido tão somente a plástica, aos ritos encantadores do processo.



Minha resposta à pergunta “Você já leu a Bíblia?” é não. Porém anos de presença constante da infância a adolescência ouvia-A o suficiente para respeitar a existência de um apanhado de relatos seculares que buscam em essência, em meio a reles vontade humana, promover sentimentos auspiciosos como Amor, Respeito, Compaixão, Gratidão, Indulgência, Perdão, Contrição, Humildade e Simplicidade.



Não li a Bíblia, porém meio século de existência e deste mais de 20% frequentando Igrejas e 50% observando cristão e todos os outros me ensinaram que não adianta lê-La e não entender o exercício da simplicidade e do amor.


*



Ler a Bíblia, tão somente, no modo automático, não avaliza nem um ato sequer cometido contra um ser vivo, não avaliza um mal pensamento sequer contra um ser vivo, mas compreender as Escrituras e exercitar a compaixão, o perdão e o respeito, ainda que não salva nossa consciência em um tempo que será retomada, diminui a dor quando então aperceber-se de quão mesquinho é imputar a pergunta “Você leu a Bíblia?” como uma acusação.

*










Você leu a Bíblia? Não li. Porém o que eles sabem da minha infância e adolescência!?! Todo dia na Igreja, às vezes mais de uma vez por dia ouvindo o que diz a Bíblia traduzida por um padre, porém eu lia as palavras e via o comportamento de todos.



084.s cqe