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possuo a alavanca, porém me falta o mundo
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Até onde as
catástrofes remetem à necessidade de oração? A maioria das pessoas não se
ajoelham em súplicas ou agradecimentos ou não prestam realmente atenção às
preces — devido a um comportar condicionado, ou pior, automatizado, ou sem bases
sólidas de entendimento. Outras realmente não pensam com o devido cuidado sobre
Deus e uma série de oportunidades válidas sobre o aspecto do divino ou do Poder
Superior. Portanto, alheias a tudo o que diz respeito ao sagrado, a Força Real
do Sagrado, era preciso dedicar atenção extra às calamidades; querendo ou não,
o infortúnio chama as pessoas à oração, à união, à compaixão, à solidariedade, a
um pensar mais contrito, mais centrado ao sentido da vida.
Ação
preventiva – Na segurança empresarial, as estatísticas demonstram que na
maioria esmagadora das vezes que há um acidente grave com afastamento ou não,
ou fatal; houve o negligenciar de alguma regra de segurança. No cotidiano,
sábia é a máxima que ensina aprender com o erro alheiro. O empresário, por
exemplo, não precisa quebrar para efetuar mudanças em seu estabelecimento, no
entanto se não for levado a sério, se o fator risco não for abrangente, é certo
que mesmo grandes investimentos, ao final, se mostrarão ineficientes na
proteção de todas as brechas no caso de um infortúnio.
Até onde uma
catástrofe deve ser vista apenas como perda ou pior, erroneamente, como um
castigo? Quanto tempo até que alguns poucos reconsiderem e resolvam repensaram
o flagelo, percebendo sobre outro aspecto uma vez adepto a ideia da infinitude
ou que ele é, também, uma forma pungente de aprendizado, e então entender as
tragédias como um princípio de acordar, de renovação; ao ponto de não poupar
esforços para auxiliar os necessitados e em conjunto aliviar minimamente a
própria dor calcada sobre uma consciência devidamente preparada!?!
Olhamos o
incômodo, a perda, o passado, quando, diante das atrocidades, em muitas
situações o que deve ser notado, com as ponderações devida, é a ação em si e o
que pode ter se aberto a partir daí.
Sobre as
catástrofes podemos apontar três situações ícones; um ponto de virada; sentido
de perda, raiva e descontentamento, ou a inércia imersiva e, portanto, o
aceitar inteligente, no entanto, passivo, daqueles que nada os demove da
verdadeira vontade de entender o significado do existir.
Devemos
trabalhar sempre, a ideia de que nós, aqui no Plano Terra, estamos submetidos
às forças maiores, tanto conhecidas quanto ainda a nós incompreensíveis; e a
despeito de uma gama absurdamente enorme de populações desconectadas da
realidade para esses tempos avançados, tanto no desenvolvimento humano quanto
tecnológico, precisamos admitir que esse volume irracional abandonou
completamente, não vamos nos referir ao sagrado — ele exige uma compreensão
ainda maior, mais afinada —, porém a uma conexão essencial com energias que
movimentam diretrizes alinhando caminhos e criando sincronias que poderiam
amenizar eventos locais, e até,
mundiais, uma vez que essas constatações são facilmente encontradas em estudos
sérios atestados por pessoas onde mesmo a essa torrente de indivíduos que
ignora, poderia se espelhar, propiciando então vontades outras, conformadas com
o que estudos apontam que tudo é vibração e ondas em uma infinita e eterna
Conexão Universal.
Portanto, como nossas populações, sob ocorrências de força maior, onde a solidariedade conjunta e maravilhosa se une, incluindo aí, países dos mais variados, mobilizados; é certo também que grupos de orações são formados, e ainda que pessoas que pouco ou nunca demonstram fé, oportunamente se juntam a essas correntes, mesmo pertencendo a grupos céticos, fazendo com que a força desse cabo benéfico de condução, inevitavelmente movimente enormes ondas de vibrações. Não há como desconsiderar essa realidade, e se formos pesquisar amiúde, não há dúvida de que essa ocorrência poderia ser melhor explorada se nos conscientizássemos de que ela não precisaria ocorrer apenas diante das catástrofes e que se o fizéssemos como uma espécie de prevenção, é bem provável que algumas delas não ocorreriam, ou se sucederiam com menor frequência ou intensidade e, obviamente, fariam menos vítimas.
Claramente
não se pode afirmar e seria um absurdo entender nas catástrofes: ocorrências
como um significado maior a remeter grandes grupos de indivíduos a vibrações
positivas auspiciosas; no entanto há uma questão velada difícil de ser
decifrada que está intimamente relacionada ao fato de termos diminuída nossa fé:
seria correto afirmar que o mundo vem se tornando mais soturno ao longo das
décadas fazendo com que energias mais pesadas circulem com maior força em nossas orbes,
instigando auras que podemos apontar como sombrias? Obviamente não estamos
pondo em questão, nem de longe, os flagelos humanos como uma ferramenta a unir
pessoas em torno de pensamentos mais solidários, estamos apenas observando que
as atrocidades que parece, vem aumentando à medida que as décadas avançam, elas
mesmas vem fazendo a ponte, diria até, resgatando pessoas à pensamentos de auxílio.
É inegável que calamidades movimentam todo o tipo de energias; inclusive, também, porque grandes grupos de indivíduos vibram e auxiliam a favor da situação de que todas as pessoas envolvidas, vítimas das tragédias, sejam tocadas por correntes vibracionais auxiliadoras de todas as ordens na geração de energias que pulsam positivamente a partir das grandes comoções advindas do cataclismo. No entanto, se nos dispomos a pensamentos elevados em momentos de inquietação por entendermos apropriados, o que nos falta para estender tais instantes ao longo dos períodos em que nossas atribulações estão aplacadas?
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Da série; “Do terraplanista que tatuou um sextante”.
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O ignorante é maior que o sábio, pois
frente as fracas certezas do primeiro, o segundo obrigatoriamente se cala.
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Quando somos brindados a permanecer para
sempre ao lado da pessoa mais maravilhosa do mundo, o caminhar humano insano
para chamar atenção perde o sentido, e então o foco, a concentração se volta a muito
do que não era observado em detrimento a quase tudo aquilo que, agora, se
tornou descartável.
*
Assim como a
coragem quando é suplantada deixa de fazer sentido, pois o sentido maior agora
é fazer o que precisa ser feito; também acontece com o medo, com a insegurança,
com a morte; e na dádiva acima descrita o que perde o significado é o respeito.
Respeitamos ou não o próximo, antes, aludidos às forças pedagógicas em um
aprendizado genérico; e se o fazemos bem feito, dificilmente quebramos essa
regra, no entanto, quando assumimos a essência de cumprimentos vindos do
coração, a ação se dá naturalmente, portanto o respeito deixa o aprendizado
empírico ao ser assimilado como um fenômeno natural da união entre os seres.
Essa é uma
condição sine qua non quando uma
pessoa ama verdadeiramente a outra; o respeito não mais é levado em
consideração, afinal não faz sentido algum, não é possível amar e primar o
respeito — ele é intrínseco ao bem querer; o respeitar como uma condição
desaparece dando lugar a estima que é totalmente incorporada ao amor, e ao
cuidado que um nutre a favor do outro.
Da série; “Das coisas que só entende quem ama.”
“Vamos prorrogar a existência do sentimento”
Bhonachinho
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Imagino que
alguém que pensou essa frase, entende também, que devemos nos comportar com a
abundância desmedida com que a natureza se dá.
Em tenra
idade, durante nossa educação, nossos pais e mestres deveriam nos comparar a
uma pequena planta que acaba de nascer, e desejar que desse aprendizado
mantivéssemos o pensamento de sermos sempre gratos à vida e portanto, abundantes;
abandonando outras convicções a não ser, tão somente, nos primeiros anos, nos suprir
dos nutrientes corretos, porém, dada a inteligência de ambos, passar dos pais
aos filhos, paulatinamente, lições positivas sobre a realidade honesta de que,
antes de tudo, somos natureza, e daí: nutrirmos à tendência a mesma
generosidade de uma árvore frutífera, mesmo em uma beira de estrada por
exemplo, que se dá tão natural quanto gratuitamente sem pensar sobre qualquer
ato a advir da doação.
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A fatia
daqueles que insistem por toda uma vida em se manter ativos é pequena. Se
considerarmos aí, os indivíduos que somam a sua dinâmica para destacar-se
socialmente, alguma concentração mais séria com os cuidados a procura de
melhorar como pessoa, a peneira é substancialmente afinada. E é quase certo
afirmar que boa parcela destes últimos, em determinada altura da vida,
abandonam as convenções, as velhas certezas, para se concentrar definitivamente
aos valores sagrados da vida.
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Você que tende ao diferente, nunca pense em perda de tempo, jamais; não há perda de tempo para quem busca o inusitado, e mais, provavelmente passará uma vida toda sem o reconhecimento que é — para muitos que buscam o incomum —, a partir de determinado estado, sentimento que quando menos se espera naturalmente se extingue, e o não incomodar-se com o movimento mesquinho da maioria dos terceiros que não entendem o seu propósito é o ganho primeiro a todos que simpatizam com esse viés de pensamento.
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