sábado, 27 de junho de 2015

Oh! Prisão que me faz livre

Era livre, um monstro indômito em meio a uma loja imensa e abarrotada de prateleiras... impossível de ser dissuadido a deixar a carcaça e alma da besta, me enjaularam; o universo tratou de parar-me, acabrestou-me. Pôs-me um buçal e me atou arreios, e aos poucos vem tentando me calar. E, ao mesmo tempo que me acalmo na mansidão da sabedoria que busco, sou grato a jaula, desvesti-me da liberdade ilusória e calcei a indumentária da procura, e sou grato a todos aqueles que, ao meu lado seguem livres a cutucarem minha inação, e nalgum tempo, também estenderão honras, ao cárcere do desapego. 


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