sábado, 28 de maio de 2016

Cara limpa



Ame-se, e só nessa condição se deixe levar 

Afora por uma única experiência, mais um deslize, em uma única experimentação – dessas curiosidades bobas e ingênuas de princípio de aventura consensual amorosa. Ninguém, nem uma mulher, nem homem, deveria aceitar que seu parceiro se utilizasse de drogas para obter melhor momento de prazer; ao estarmos em harmonia com a pessoa amada, não é preciso lançar mão de droga alguma para sentir-se melhor; eles se bastam... - ao menos deveriam; jamais o contrário.

Imagine uma mulher ou um homem desejado, como poderia ser isso autêntico se esse momento de comunhão mágica tivesse que ser estimulado por algumas doses de álcool; isso não pode ser admitido a alguém que se respeite.

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Aqui não vai apologia alguma a droga. Insistiremos sempre que droga alguma deve ser absorvida por qualquer que seja o corpo que prime por uma existência sadia e voltada para uma sociedade descente. Essa analogia bastante triste nasceu da observação cada vez maior de relatos de adolescentes – alguns bastante jovens – e adultos avolumados nas drogas de todos os tipos, buscamos aqui, assinalar um ponto primordial no relacionamento humano, a sensibilidade única do toque entre duas pessoas consciente que se desejam a partir de um romantismo que a cada dia menos é observado nestes encontros.

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